quarta-feira, 26 de março de 2008

Subindo montanha

Cheguei na cidade de Comodoro Rivadavia às 5:30. No terminal fui procurar saber sobre passagem pra Bariloche. Só tinha a partir das 22 horas, ou seja, teria que passar o dia na cidade. Aí, fazer o que, comprei a passagem, 104 pesos, ainda bem que no cartão, pela empresa Tramat.

Logo que abriu a oficina de turismo eu fui pegar informações pra saber se tinha alguma coisa de interessante pra fazer na cidade, já que teria que passar o dia todo nela. Peguei um mapa e a mulher me disse que tinha alguns museus. Mais pqp, museu!! Tá né, vamo lá, de graça mesmo. Mais só abriam depois das 9 horas.

Sai andando pelo orla marítima, que é só um muro de contenção, não há praias, quando tem algo parecido é de pedra, cascalho e não de areia.
A cidade como não é turística, é meio parada, ai fiquei andando na cidade pra passar o tempo, isso tudo com a mochila nas costas +/- 13kg. Quando deu umas 10h eu fui aos museus, como a cidade pra variar também é pequena, tudo é perto. Nos museus não gastei muito tempo, não tinha muita coisa interessante. Um que na verdade era uma galeria, não tinha nada, outro, o museu ferocaril tinha pouca coisa e o ultimo um pouco mais interessante, tinha fósseis de animais, artigos de civilizações antigas, mais era pequeno.

Sai já morrendo de fome e procurando um lugar pra comer. Depois tive a brilhante idéia de subir um cerro, as voltas da cidade. Pra ter uma idéia, entre o mar e o cerro, são apenas 5 quadras. Voltei ao terminal pra saber se dava pra subir. A mulher me disse que tinha duas formas, pela estrada, mais longo e pela encosta, mais perto só que muito mais difícil. Adivinha qual eu escolhi?

Esperei dar umas 2 horas e fui com a mochila nas costas subir o cerro. Subi até certo ponto, mais logo vi que não ia dar, o cerro era uma montanha de sedimento, ou seja, como se fosse uma montanha de argila seca. Era como subir uma duna de areia um pouco mais sólida, porem bem íngreme, uns 80 graus de ângulo. Se estivesse sem mochila dava pra arriscar subir, mais com a mochila é foda.

Resolvi contornar o cerro pela estrada mesmo. Ainda bem que como é uma cidade litorânea, apesar do vento não havia poeira nenhuma, pois o ar é muito úmido. O cenário parecia montanhas lunares, ou pelo menos imagino uhehueuheuhe.
Cheguei no topo até rápido, onde dava pra cortar caminho eu ia. Lá de cima dava pra ver toda a cidade e o porto. Não era lá grandes coisas, mais vencer o desafio de chegar no topo vale a pena. Agora era hora de voltar, que é a pior parte, descer. Todo mundo diz “pra baixo todo santo ajuda”, mais é foda, porque todo o peso vai para os joelhos, se não tomar cuidado já era los rodillos.

Cheguei no terminal ainda cedo, não gastei 3 horas pra subir e descer. Ai fui tentar terminar de ler um livro. Está quase.

Continua ...

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